”Quando ouviram a verdadeira mensagem, a boa notícia que trouxe para vocês a salvação, vocês creram em Cristo. E Deus pôs em vocês a sua marca de proprietário quando lhes deu o Espírito Santo, que ele havia prometido.” Ef 1. 13
Esta carta de Butiá tem um tom diferente que não é propriamente de despedida, mas, de regozijo nos feitos do Senhor. Neste mês de julho estivemos muito envolvidos por encaminhamentos de mudança. Éder e Liane encaminhando-se para o PPHM e Heraldo e Marta (Três Lagoas) chegando para serem os obreiros em Butiá. Já no semestre, mas, especialmente neste mês de julho, estivemos conduzindo a comunidade para receber os novos obreiros, conversando com os líderes, com os demais membros e estabelecendo alguns propósitos junto com a igreja na tentativa de que aproveitem ao máximo a possibilidade de crescer no desafio de ser igreja de Jesus Cristo e de desenvolver cada um o seu papel para que ela seja viva na cidade em que está e missionária sempre.
A comunidade esteve envolvida em reunir móveis e outros utensílios necessários à boa recepção e estadia dos novos obreiros e também em preparar uma despedida para nós. De uma forma diferente, desta vez, não estávamos envolvidos no planejamento de nenhuma destas tarefas e afazeres necessários até o final do mês. Todos se organizaram, planejaram e executaram uma bela transição para os obreiros. O jantar de despedida tinha além de excelente comida, protocolo, ordem de participação, tarefa para membros e grupos e emocionantes apresentações. Tivemos momentos de relembrar o que se passou nestes três anos e meio e constatar que os planos de Deus foram muito bonitos para todos nós. Ao final do jantar constatamos juntos algo muito interessante: que toda a comunidade se organizou sem o nosso auxílio e de forma admirável. Estavam um pouco nostálgicos e talvez ainda nem tinham percebido tamanha capacidade de organização. O que vimos então é que a comunidade está pronta para caminhar guardada a proporção do seu tempo de existência. Um jantar que devia ser de choro, foi também de choro, mas, principalmente, para trazer Paz ao coração pela perfeita obra do Senhor se estabelecendo entre nós.
Mais no final do mês saiu então a designação de Éder e iniciou-se no Mato Grosso do Sul a longa viagem de Marta e Heraldo e do neto deles, Huanderson, até Butiá. Éder passa a cumprir seu período prático na Paróquia de Barreiros – São José (SC) que compreende a comunidade de Biguaçu, em formação a partir do Projeto Missionário que aconteceu de 17 a 31 de julho deste ano. Este mesmo julho de todas estas mudanças. Enquanto Éder e Liane visitavam a nova comunidade, Heraldo já estava na estrada com a família. Sua chegada atrasou um pouco devido a problemas no carro, mas enfim, tudo acabou bem. Chegaram a Butiá na sexta-feira, 06 de agosto, ainda com disposição após esta longa viagem e bastante esperançosos quanto ao trabalho. Naqueles dias participamos todos juntos das atividades na comunidade e visitamos vários membros. Inclusive, fomos especialmente recebidos nas casas. Os irmãos estavam compadecidos de nós. Foi até engraçado. Éramos duas famílias tendo um bom número de caixas e malas cada uma e sem poder muito bem cozinhar devido à tamanha confusão de mudanças.
Agradecemos a oração e o apoio de todos vocês, parceiros da missão de Butiá. Que Deus os abençoe ricamente. Pedimos que continuem orando por nossa comunidade para que se consolide cada vez mais sobre a Palavra de Deus. Que encontrem sintonia para os propósitos do Reino. Para que Heraldo, Marta e Huanderson se sintam muito bem acolhidos. Pela saúde de Heraldo, para que se adapte bem ao frio do Rio Grande do Sul. Pela Marta para que continue firme nos propósitos que Deus mostrou também a ela e pela adaptação do neto, Huanderson, que só tem nove anos e passa então a morar em outro Estado, estudar em outra escola, novos amigos... Orem também pela nova comunidade em Biguaçu. Estamos no período das revisitas e das primeiras programações no templo. Que Deus abençoe a todos nós nessa caminhada rumo ao Reino de Deus já aqui e na eternidade.
Abraços, Éder e Liane Bartz